A REVOLUÇÃO PELA CONSCIÊNCIA

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Tantra, em sânscrito तन्त्र, significa simplesmente “tratado” ou “exposição”. Na base literal significa tear, tecer, urdidura. Assim, a ideia de princípio, contínuo, sistema, doutrina, teoria, que vem da raiz tan, esticar, estender, expandir, e do sufixo tra, instrumento, nos traz a elaboração do conceito de expansão da consciência. Um tecido que se estende, cujos fios se entrelaçam, modelando uma estrutura. Deste conjunto de elaborações, chegamos à ideia de trama, que se refere aos fios do comportamento que tecem, modelam e organizam a nossa vida. Assim, Tantra é um sistema, um sistema de desenvolvimento humano.

O Tantra tem base no nosso comportamento e tudo o que se relaciona com ele. O Tantra é comportamental e existencialista. O Tantra é prático, sensorial e desrepressor, não é mental. Ele se aplica à maneira como agimos e reagimos, como e o que pensamos, porque pensamos, com aquilo que falamos e fazemos, com aquilo que está por trás de nossas motivações. Ele possibilita uma sabedoria diferenciada que não é racional ou lógica, divergindo da ciência oficial, embora seja reconhecido por muitos como uma ciência comportamental. O fato é que seus fundamentos são sensoriais e quando são expressos em palavras contêm muitos significados simbólicos. Então quem o experimenta sabe, mas quando precisa explicar, a mente complica. Porque a mente mente e as palavras confundem. Por essa razão, o Tantra é existencialista.
Embora a sensorialidade guie o processo tântrico, palavra, pensamento e ação também são objetos de observação para um trantrika [lê-se tântrica, aprendiz neófito], porque o Tantra desenvolve o ser humano. Ele revela a compreensão da nossa natureza mais íntima e essencial, que é Divina.

[Texto de Layo Deva, originalmente escrito para o Site Consciência Rúnica]

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