A Descida ao Hades é um workshop de reconciliação de gêneros, não somente no âmbito externo do homem e da mulher, mas de uma ressignificação e união das forças anímicas da parcela masculina e feminina dentro de cada um, baseando-se nos dramas arquetípicos da mitologia grega.

Assim como a fênix surgida das cinzas, a descida ao reino dos mortos é essencial para a individuação do Self, parafraseando Jung, aquele que deseja conhecer sua luz precisa de antemão conhecer sua sombra.

As “fusões nucleares” e o poder do inconsciente

Uma das situações mais desafiadoras que desponta neste trabalho é a “crise” provinda do colapso sistêmico de todo processo grupal que envolva reconciliação de gênero. Essas “fusões nucleares” referem-se à desconstrução do processo grupal dentro da dinâmicas dos papéis femininos e masculinos, que passam por uma transformação de contexto conforme vão experimentando-se e degustando a si mesmos nas dinâmicas terapêuticas.

A cena seguinte à essa transformação através da “crise”, transforma-se num círculo caloroso e amigável de pessoas ouvindo atentamente umas às outras, repletas de amor num caldeirão emotivo, que permite expressar as angústias, as mágoas e as alegrias, recepcionando-as com respeito e responsabilidade amorosa.

Embora essas “fusões nucleares” sejam catárticas, elas são frequentemente um processo de cura do Sagrado Feminino e do Sagrado Masculino, revelando a ambos um poder espiritual em oportunidades auspiciosas excepcionais, de proporções arquetípicas e profundas.

Assim, embora seja difícil descrever estes processos dentro destas experiências, é exatamente neles que as transformações ocorrem, revelando a segunda camada do inconsciente feminino e masculino: uma qualidade transparente e numinosa repleta de sentimentos de amor, humildade e gratidão.

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